Sobre
A arquitetura sempre esteve presente no meu olhar, muito antes de se tornar profissão. Desde minha infância, observava casas e reparava em detalhes que talvez passassem despercebidos para uma criança. A escolha pela arquitetura veio, anos depois, como consequência natural dessa forma de perceber os espaços.
Formada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-Campinas em 2020, minha formação também foi construída a partir da experiência em escritórios com atuação em projetos residenciais. Em 2023, nasce em Lindóia o escritório Gabrielle Bernardi Arquitetura, a partir do desejo de desenvolver minha própria trajetória e construir uma atuação própria, autoral e alinhada à maneira como acredito que a arquitetura deve ser concebida.
Minha trajetória também carrega uma história familiar ligada à construção. O sobrenome Bernardi está ligado há décadas ao setor na região. Meu pai, engenheiro civil, tornou-se ao longo dos anos uma importante referência profissional, contribuindo para uma visão da arquitetura que entende o projeto não apenas como desenho, mas como algo que precisa ser conhecido, pensado e construído em sua totalidade.
A prática do escritório parte da compreensão de que arquitetura não se encerra na forma. A maneira como um espaço recebe a luz, conduz os percursos, organiza a rotina, proporciona conforto e estabelece relações interfere diretamente na experiência de quem o habita. Por isso, cada projeto é desenvolvido a partir da relação entre técnica, contexto e indivíduo.
A busca por uma arquitetura atemporal está também na recusa ao excesso e ao que é puramente circunstancial. Mais do que acompanhar tendências, interessa criar espaços que encontrem sua identidade na proporção, na materialidade, na luz e nas escolhas que fazem sentido para cada projeto.
A proximidade com o cliente é parte essencial dessa prática. Entender quem irá habitar o espaço, suas necessidades e sua forma de viver é o que permite transformar decisões arquitetônicas em algo verdadeiramente particular.
A arte atravessa esse olhar de diferentes maneiras. O desenho, a dança, a música e, atualmente, a cerâmica fazem parte de um repertório que alimenta a percepção sobre forma, matéria e composição e que, de maneira natural, também encontra espaço na arquitetura.